NOSSA!
Essa eu me surpreendi! Nem precisa você conhecer inglês para saber traduzir
isso, e acreditem, a dona desta blusa não sabia. Palavras como “Yes” e “I’m” é
o básico do inglês. Quem nunca passou por isso? E quanto a “different”. “Véi”…
na boa… precisava traduzir??? Agora vamos ao que se sucedeu após a revelação da
tradução…
Antes
de relatar a cena, o que você entende ao ler esta frase em uma blusa? No mínimo
pensará como eu. Não tem como não encaixarmos pessoas que se sentem diferente
das outras, como por exemplo, homossexuais (se bem que hoje nem sequer mais
isso), quem tenha alguma doença neural (ex: síndrome de down, autismo), um CDF,
um nerd, alguém que não gosta de sociabilidade. Entendam o que digitei… não
estou comparando esses tipos de pessoas como alguém que tem algum problema
neural, pois tudo o que coloquei aí é como exemplo, até porque, podemos
destacar neste meio uma pessoa que não gosta de ser um “Maria vai com as outras”,
ou seja, tudo o que qualquer um gosta ou faz no cotidiano, esta pessoa não faz
igual ao que a maioria faz. E por sinal, mesmo os que sofrem de algum
distúrbio, nem nisso são diferentes. São iguais a qualquer um de nós. Somente o
cotidiano é um pouco diferente. O cotidiano, pois a vida é igual à qualquer uma
de nós.
Enfim,
é neste sentido que a frase foi confeccionada na blusa. Você não ser igual à
maioria. E… detalhe… pela frase deduzimos também que seja alguém que sabe que
muitas pessoas o observam por algum detalhe que ela faz, ou mesmo por alguém
que usa algo diferente dos outros, como por exemplo, pessoas (geralmente
adolescentes) que usam cabelo de uma cor bem chamativa, que usam algum apetrecho
pendurado no rosto ou coisas do gênero, roupas bem extravagantes e incomuns, resumindo, queiram ou não, existem
pessoas que não somente gostam de serem diferentes como também fazem questão de
chamar a atenção para mostrar o como são diferentes.
Explicado
o sentido desta frase, que só teria sentido de você é realmente diferente ou
mostra algo diferente e usa a blusa para contestar com os outros, vamos à cena
seguinte…
Assim
que traduzi ela começou a se exaltar com os braços agitando para cima e lateral
e começou a dizer alegremente (não me lembro muito bem das palavras). “Ah, é? Então é isso. Eu sou diferente! Fui
banhada pelo Espírito Santo! Sou remida pelo Senhor Jesus…” e o resto
esqueci.
Galera,
na boa, pois eu sou evangélico e estava meio que na cara que ela também era,
mas precisava disso? Não sou muito de acordo com evangélicos que se exaltam e
se acham mais merecedores que os outros, porque foi assim que ela se demonstrou
com suas palavras e gestos. Fiquei olhando para a cara dela enquanto se movia e
falava.
Outro
detalhe que me fez meditar sobre isso… Ok! Ela poderia até afirmar e eu
concordar que evangélicos são diferentes sim em alguns aspectos, mas somente em
alguns aspectos. Todos somos iguais. No momento em que ela se separa dos outros
ao afirmar que é diferente só porque é evangélica seria como se nós fôssemos
separados dos outros e não pudéssemos nos misturar. Seria como se não
pudéssemos ter contato com ninguém que não fosse do mesmo lugar. Repito, não é
o sentido que ela falou ao se aproveitar de uma frase que sequer sabia a
tradução, mas pela forma como ela falou. Ela nem me conhecia e sabia que eu era
evangélico, mas acabara de me julgar ao fazer aquelas citações, pois deu para
perceber que naquele momento ela se excluiu das pessoas ao redor, e aquilo me
incluía.
Vamos
com calma! É só uma frase. Não precisava de tudo isso!
E
para encerrar, ela transformou aquela frase para conveniência dela. Sem a MENOR
SOMBRA DE DÚVIDAS, ela nem considerava aquilo, pois não sabia do sentido da
frase mesmo. Ela era diferente somente na blusa, pois para ela, nem sabia de
existência de diferença nenhuma. E não vamos negar que tal frase serve mais
para a categoria de pessoas que exemplifiquei acima, podendo inclusive incluir
outros tipos de pessoas, mas tipos de religião? Não mesmo. Pode-se encaixar de
tudo, menos religião.
Pois
é… continuarei sempre com meu bordão… as pessoas sequer sabem o que andam
propagando aos quatro ventos pelo que está escrito em suas roupas em inglês.
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